quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Só pra não deixar cair no esquecimento

Este email me foi enviado pelo companheiro de rodas de samba, Rogério Soares.

CAMPOS, TERRA DE BAMBA
O Samba, que acaba de ser reconhecido como patrimônio cultural brasileiro e é fator de identidade nacional, é também orgulho e referência campista, pois possuímos diversos conterrâneos que honraram, fizeram e fazem muito para que este reconhecimento acontecesse. Por isso é que podemos bater no peito e dizer: Campos, Terra de Bambas.
Veja a nossa galeria:

1 – WILSON BATISTA
A maior expressão do samba campista. Nasceu em 13 de junho de 1913, estudou no Instituto de Artes e Ofício, fez parte do Grupo “Corbeille de Flores”, em Campos.
Cedo foi para o Rio de Janeiro, onde passou a frequentar os bares e cabarés da Lapa e da Praça Tiradentes, ponto de encontro da boemia carioca, na época.
O primeiro samba de Wilson gravado, foi “Na Estrada da Vida”, cantado por Aracy Cortes, então cantora mais famosa do Brasil. O primeiro sucesso foi “Desacato”, em parceria com Paulo Vieira e Murilo Caldas, música gravada pela dupla Francisco Viola – o famoso Chico Viola – e Castro Barbosa.
Freqüentador da Lapa e Praça Tiradentes, aprendeu a dar valor à malandragem, jeito de vida que exaltou no sucesso “Lenço no Pescoço”, terceira gravação, cantada por Silvio Caldas. Dando início a famosa polêmica com Noel Rosa. Noel, que era branco e de classe média, fez com que a crítica olhasse a obra do campista com má vontade, pois Wilson era negro e pobre.
Wilson Batista é autor de grandes sucessos, como:“Louco”,“Emília”,“Pedreiro Valdemar”, ”Balzaquiana”, “Mundo de Zinco”,”Chico Viola”, “Bonde de São Januário” e o “Samba Rubro Negro” –“Flamengo joga amanhã eu vou pra lá/ Vai ser mais um baile no Maracanã” ..-, que registrou a sua paixão pelo clube da Gávea.
Quando morreu, em 7 de julho de 1968, estava consagrado. Está enterrado no Cemitério do Catumbí, no Rio de Janeiro.
Vale lembrar, que o sucesso de Wilson era tão grande que ele vivia sendo perseguido por um violonista baiano, querendo uma chance. Era o hoje famoso João Gilberto.

2 – DÉLCIO CARVALHO
Nascido em 8 de março de 1939, começou a cantar no Programa do Jece Valadão, na Rádio Cultura de Campos. Fez parte da famosa Orquestra do Cícero Ferreira, enquanto estudava alfaiataria na Escola de “Aprendizes e Artífices”- hoje Cefet -.
Em 1958, foi servir ao Exército, no Regimento de Cavalaria e Guardas, onde foi “crooner”, da banda.
No Rio, começou a frequentar vários programas de rádio. O primeiro sucesso veio com “Esperanças Perdidas”. Depois, os sucessos como: “Sonho Meu”, “Acreditar”, “Alvorecer”, “Amor sem Esperança”, “Sorriso de Criança”, “Minha Verdade”, todos em parceria com a Dona Ivone Lara. Com outros autores, fez: “Igual a Flor”, “Velha Cicatriz”, “Quando a Paixão me Dominar”,”Meu Escudo”, “Vendaval da Vida” e tantos outros.
Délcio continua sendo o bom camarada, compondo cada vez mais, músicas que ficarão na lembrança de todos nós. Ele acaba de obter o patrocínio da Petrobrás para a gravação de três CD's, contendo 42 músicas, entre inéditas e conhecidas, para deleite de seus admiradores.

3 – ROBERTO RIBEIRO
Nascido em 20 de julho de 1940. Estudou no Grupo Escolar João Pessoa e trabalhou na Padaria Império, enquanto participava de vários programas de calouros, nas rádios Cultura, Continental e Difusora, de Campos. Ainda aqui, cantou como profissional nas boates “Escorre Sangue”, “Paraíso Perdido”e “Dadá”
Foi goleiro dos juvenis do Rio Branco e do Goytacaz. Daí, sendo levado para o Fluminense do Rio de Janeiro, onde jogou ao lado de outros campistas, como: Evaldo, hoje subsecretário de Esportes de Belo Horizonte; João Francisco, que depois foi ídolo no Rio Branco, de Vitória-ES, onde vive.
Não deu sorte no futebol, mas continuou no Rio e logo em seguida foi contratado por Sargentelli, para cantar na boate Oba-Oba. Apresentou-se ainda, nas boates Pujol, Plaza e nas do Beco das Garrafas. Por cinco anos, fez parte do Projeto “Noitadas de Samba”, do Teatro Opinião, onde também parcipavam: Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Nelson Sargento e o Conjunto Nosso Samba.
Desde 1959 integrava a Ala dos Compositores da Império Serrano e com competência, conquistou o lugar de “puxador” de samba-enredo da verde- e- branco, de Madureira, onde permaneceu por dez anos.
Em 1971, Adelson Alves, da Rádio Globo, produziu um LP, com o título “Quem Samba Fica”, com gente do quilate de João Nogueira, Dona Ivone Lara, Haroldo Melodia, Naldinho da Ilha, onde o maior destaque foi o nosso Roberto Ribeiro.
Em 1973, com os irmãos Norival, Flávio, Natal e Maciel, formou o Grupo Família, que acompanhou Roberto por 10 anos.
Ele contribuiu com a fundação do Clube do samba, junto com João Nogueira, Ney Lopes, Dona Ivone Lara, Monarco e o campista Délcio Carvalho.
Em 1972, sagrou-se vencedor do samba-enredo “Alô, Alô, Taí Carmem Miranda”, quando foi eleito ainda o melhor puxador na avenida, ganhando o Estandarte de Ouro, do jornal O Globo.
Em !975, lança o 3º LP, tendo como carro chefe “Estrela de Madureira”. Outros grandes sucessos de Roberto, foram: “Todo Menino é um Rei”, “Acreditar”, “Vazio”, etc
Em 8 de janeiro de 1996, faleceu em conseqüência de um atropelamento, no Largo do Anil, em Jacarepaguá.

4 - JOEL TEIXEIRA
Nascido em 3 de maio de 1948, o sambista se revelou no Programa de Herval Manhães, da Rádio Campista Afonsiana, atual Record. Filho caçula de Júlia Claudino e Pedro Teixeira Filho.
Foi criado na rodas de jongo que sua mãe promovia, no quintal de casa, em Ururaí. Antes de chegar as rádios, cantou em Parques de Diversão e Circos.
Com 17 anos, fugiu para o Rio de Janeiro, na carona de caminhão. Na mesma semana se inscreveu como calouro no “Programa do Chacrinha”, na Tv Excelsior. A música cantada “Opinião”, de Zé Kéti, com a qual foi o melhor calouro da noite, serviu de passaporte para o programa “A Grande Chance”, de Flávio Cavalcanti, na Tv Tupi. A partir daí, Flávio foi o maior incentivador da carreira de Joel, a quem deu o título de “defensor das mulheres”, por causa das músicas “O Homem que Bate em Mulher é Covarde”, “A Mulher Merece Perdão” e “Mulher boa é a de Casa”.
Em 1975, gravou “Falsa Traição” e Quero ser seu Dono”. No ano seguinte, foi levado por Zuzuca, para o Bloco Bafo de Bode, de Jacarepaguá, onde gravou o samba-enredo “Festa Junina em Dias de Carnaval”.
Contratado pela Odeon, em 1978, lançou o primeiro LP, chamado “Bom Dia Amor”, que fez sucesso no Brasil e no Japão, onde Joel, na ocasião, fez 33 apresenta ções. Desde então, os discos foram frequentes. Em 1979, lançou “Amanheceu”. Em 1980, “Quando o Sol Brilhar”, cuja música título, foi a mais executada no carnaval carioca daquele ano. Em 1982, “Ciúme de Viola”. Em 1984, “Um Sorriso Amigo”, onde incluiu o samba “Minha Terra”, uma homena gem à mulher campista, composição feita em parceria com Mauro Silva e Noca da Portela, para o Bloco BRUC de Campos.
O maior sucesso da carreira de Joel, aconteceu com o lançamento do LP “Do Jeito que o Povo Gosta”, de 1985, com a música “Pagode do Compadre”. Outro grande sucesso foi “Mané Carvoeiro”, com o disco “Bom de Pagode”, de 1988.
O último trabalho foi o show “Samba Sim Senhor”, dirigido por Paulo Moura, lançado em 1990, que percorreu diversas cidades brasileiras. A pesquisa e a escolha do repertório foram feitas por Ricardo Clavo Alvim.
Ao falecer, em 2005, Joel Teixeira apresentava um programa diário, na Rádio Bandeiran tes, no Rio de Janeiro e preparava para lançar um outro disco.


5 – SEBASTIÃO MOTTA
Nascido em 19 de março de 1916, na Fazendinha, em Poço Gordo. O caçula de Antonia Cordeiro e Gervásio Rangel da Motta Vasconcelos, conhecido pelo apelido de “Sinhosinho”. Sebastião era neto do famoso “coronel” Chico Motta, proprietário da Usina Poço Gordo.
Com 14 anos, foi morar em Campos, onde estudou na Escola de Aprendizes e Artífices, hoje CEFET. Em seguida, foi morar no Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Pedro II. De volta a Campos, conseguiu o primeiro emprego: chefe de disciplina do Colégio Bittencourt. Foi lá que conheceu Ruth, com que se casou em 1944. Tiveram 4 filhos: Júlio César, Marco Auré lio, Carlos Fernando e o caçula Paulo Virgílio.
Em 1952, começou a compor, incentivado por amigos. Em 1954, fez a primeira gravação, pela gravadora Continental, que tinha como Diretor Artístico, o compositor João de Barro, o com sagrado Braguinha. O arranjo, de Radamés Gnatalli e músicos como Chiquinho do Acordeon e um pianista que estava iniciando, chamado Antonio Carlos Jobim. Em seguida, as gravações de “Castigo do Céu” e “Fechei a Porta” - o maior sucesso de sua carreira, com mais de 80 gravações . Ambas na voz inconfundível de Jamelão:
“Eu não quero mais amar/ Pra não sofrer ingratidão/ Depois do que eu passei/ Fechei a porta
do meu coração/ Eu dei pra ela, todo o carinho/ E no entanto, acabei sozinho”. Outros sucessos
foram: “Cobra Venenosa”, “Rio, Quatrocentão”, “Dora” e “Nova Capital”, sucesso na voz das irmãs Linda e Dircinha Batista.
Na década de 60, Sebastião foi um bondoso chefe de disciplina, na Escola Agro- Técnica de Campos, hoje Colégio Agrícola.
Faleceu em , deixando uma legião de amigos e um jeito todo elegante de viver. Para melhor conhecer Sebastião, veja o que ele respondeu ao jornalista Winston Churchill, quando perguntado como gostaria de ser lembrado no futuro, Ele respondeu - “gostaria de ser o nome de uma noite”-. Mais poeta, impossível.

6 – ALUÍSIO MACHADO
Nasceu em 13 de abril de 1939 e cedo foi para o Rio de Janeiro.
Em 1956, saiu pela primeira vez na bateria do Império Serrano, depois foi passista e segundo mestre sala. Daí para a Ala dos Compositores foi um pulo. Mas na época, frequentava os shows do Teatro Opinião e por causa desses compromissos, foi afastado do Império, passando 10 anos, na Ala dos Compositores da Vila Isabel.
Em 1982, junto com Beto Sem Braço, que era da Vila, foi convidado para voltar para o Impé rio, onde logo emplacou o antológico “Bumbumpaticumbum purungundum”, em dupla com o Beto "Sem Braço". Fizeram ainda, “Eu Quero”, “Mãe Baiana”, “Quem Não Se Comunica, Se Trumbica”,“Jorge Amado, Axé Brasil”, “Verás que um Filho teu, não Foge À Luta”, “Império Serrano, um Ato de Amor”, “Heróis da Liberdade”.
De esquerda, Aluísio marcou o seu repertório com várias músicas de protesto, que lhe valeram vários problemas com a censura.
Atualmente, Aluísio que é o maior vencedor de samba-enredo do Império Serrano, continua compondo sambas geniais, agitando a quadra da verde e branco de Madureira e fazendo shows, por todo o Brasil.


7 - JURANDIR DA MANGUEIRA
Jurandir Pereira da Silva, nasaceu em 1 de agosto de 1939. Ainda criança, acompanhando seus pais José Bertolino Pereira da Silva e Erondina Pereira da Silva, foi para o Rio de Janeiro, morar na Candelária, no Complexo da Mangueira.
Menino saudável, de sorriso meigo e contagiante, rapidamente conquistou a simpatia e o bem querer de todos que o conheciam. Ele dividia o seu tempo entre a escola, a visinha Quinta da Boa Vista, o campo do Cerâmica e pelada nos terrenos baldios da vizinhança.
Na adolecência, sua veia poética começou a aparecer, iniciando a carreira admirável de compositor. Aos dezessete anos, Jurandir já
fazia parte da seleta Ala de compositores da Estação Primeira de Mangueira, ao lado de Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Cartola,
Hélio Turco, Alvinho, Pelado e do também campista José Ramos e outros bambas da verde e rosa, na arte de compor.
Para manter o corpo e mente saudáveis, Jurandir preaticava Judô,
pela equipe do Clube de Regatas do Flamengo, embora fosse vascaíno roxo. Chegou a faixa "marron", quando passou a transmitir o seu conhecimento à criançada, na quadra da Cerâmica.
Nesta época, conheceu a bonita e faceira cabrocha mangueirence, Cleonice Pereira de Souza, com quem casou em 26 de maio de 1967. Desta união, nasceram cinco filhos: Gilmar, Jeane, Gilcéa - dona de belíssima vos e interpretação -, Gilson e Gerson, compositores como o pai e excelentes instrumentistas. Embora a família seja toda de sambistas, temos que destacar a linda e meiga Rejane, neta e que desde muito nova, é uma das principais passistas da Mangueira.
Em sua trajetória de compositor, Jurandir teve a glória de ver a Escola desfilar com 12 sambas de sua autoria, qua são: "Exaltação a Villa Lobos, - um clássico -, em 1966; 'O Mundo Encantado de Monteiro Lobato", em 1967; "Mercadores e suas Tradições", em 1969; "Modernos Bandeirantes", em 1971; "Dos Carroceiros do Rei ao Palácio do Samba", em 1978; "De Nonô a JK", em 1984; "Ô Abre Alas, Que Eu Quero Passar", em 1985; " Cem Anos de Liberdade e Ilusão", em 1988;
" Deu a Louca no Barroco"- Sinhá Olímpia -, em 1990; "As Três Rendeiras do Universo", em 1991 e "Se Todos Fossem Iguais a Você" - uma homenagem a Antonio Carlos Jobim -, em 1992.
Como compositor de meio de ano, Jurandir teve músicas gravadaspor diversos cantores: Emílio Santiago, Alcione,Beth Carvalho, Dudu Nobre, o Grupoi Fundo de Quintal, etc. Entre suas músicas, podemos citar: "Talento de Mestre", "Palácio Encantado", "Tanto Faz", "Setembro", "Colibri", "Velho Bamba" e mais de uma centena de obras primas, que não foram gravadas, devido a extrema humildade do compositor.
Bom intérprete, Jurandir apresentou-se nas mais conceituadas casas noturnas, clubes, cidades, inclusive em Campos, com um show dirigido por Mário Lago Filho, chamado "Os Três Bambas", com os outros campistas Aluísio Machado e Délcio Carvalho. Com a "Velha Guarda Show", ela atravesou fronteiras, apresentando na Europa, Japão e Estados Unidos. O grupo chegou a ser indicado para o prêmio "Grammy", de música latina.
Faleceu em 25 de abril de 2007.
Esta biografia foi fornecida pelo pesquisador de música brasileira e companheiro de trabalho e da família do Jurandir, Edmar Araújo.



Outros sambistas, com ligação com Campos:

CARTOLA
O genial sambista era carioca, nascido em 11 de outubro de 1908, no Palácio do Catete, filho de Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira, que tiveram sete filhos. Cartola era o quarto dos filhos. Seu Sebastião e Dona Aída eram campistas de Morro do Coco e foram levados para o Rio, por Nilo Peçanha, quando este, foi eleito vice presidente em 1906, na chapa com Afonso Pena. Cartola, Angenor de Oliveira, era assim que se chamava o poeta, foi batizado por Nilo, que inclusive, presenteou seu Sebastião, pai do poeta, com a casa na Mangueira, onde a família foi morar, quando este tinha 11 anos de idade, onde mais tarde, ajudou na fundação da Mangueira e inclusive deu as cores da Verde e Branco.
Ele foi pintor,pedreiro, lavador de carro,vigia e contínuo de repartição pública.
Cartola gravou o primeiro disco em 1874, aos 65 anos, é o autor de: “As Rosas não Falam”, “Tive Sim”, “ Nervos de Aço”, “O Mundo é um Moinho”,”Corra e Olhe o Céu”, etc.
Ele vinha bastante em Campos em companhia da Dona Zilca, sua terceira esposa, onde frequentava o Bar do Leleu, na Alberto Torres, onde gostava de tomar Conhaque de Alcatrão e
o Restaurante Garcês, ao lado da Igreja da Boa Morte, onde era fâ
do jacaré desfiado. Ia também à Morro do Coco, de onde surgiu o sucesso "Ensaboa Mulata", que fez em homenagem as suas tias que ele via lavando roupas, nma beira do Itabapoana.

PAULINHO RESENDE
Nasceu no Rio de Janeiro, vindo cedo com a família morar em Santa Maria, onde seu pai trabalhou na usina. Em seguida, veio estudar na Escola Agrotécnica, onde fez o ginásio. Em Campos, morou na Rua Cândido Álvaro Machado, no Parque Leopoldina, onde cultivou e ainda possui diversos amigos. Paulinho é autor, entre outros, desses sucessos: “Pelo Amor de Deus”, “O Imperador”, “Loba”, “Nuvem de Lágrima”, “Meu Ébano”, “Maria da Penha”,
etc.

MOCIDADE ALEGRE
A Escola Verde e Vermelha de São Paulo, vice campeã em 2008, foi fundada pelos irmãos Juarez da Cruz e Salvador da Cruz, campistas que foram morar em São Paulo em 1948. Foi seu Juarez que colocou o nome em homenagem a sua escola de coração, em Campos, a “Mocidade Louca”. Ele foi o primeiro presidente, é ainda o presidente de honra e pai da atual presidente da Escola, a senhora Solange Cruz Bechara Resende.
A “Mocidade Alegre” inovou o carnaval paulista ao introduzir os destaque sobre os carros alegóricos, adereços de mão e as alas coreografadas. A Escola ganhou destaque quando a sua rainha de bateria, a que toca tamborim, teve o adereço pegou fogo em plena avenida. A “Mocidade” possui os seguintes títulos em São Paulo:
1969 – campeã do Grupo III
1970 – campeã do Grupo II
1971 – campeã do Grupo Especial
1972 – campeã do Grupo Especial
1973 – campeã do Grupo Especial
1980 – campeã do Grupo Especial
2004 – campeã do Grupo Especial
2007 – campeã do Grupo Especial
2008 – vice-campeã do Grupo Especial

A “Mocidade”, possui a sua sede, a chamada Morada do Samba, na Avenida
Casa Verde, 3498, no bairro do Limão, na capital paulista e pode ser contactada
pelo telefone (11) 3857 7525.

Campos também é bastante considerado no mundo da música, pelos seus músicos,
herança de nossas centenárias Bandas Musicas. São de Campos, entre outros, o
trombonista Roberto Marques e trombonista Barrozinho, fundador da "Black Rio".

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